Me confundem as tais proparoxítonas
Quando andam com suas primas mesoclíticas
Se disser “cozer-te-ei pássaros pálidos”
Eu, com fome, morrerei de proselítica!
Me devoram os neurônios as polissílabas
Com suas tetra-partezinhas dificílimas
Um vocábulo quilométrico e pragmático
Me remete aos demagogos da política!
Me agradam as resumidas monossílabas
Que reduzem de um bocado minhas críticas
Se traquejo um “sim” ou “não” sou mais simpático
Dez, cem, mil já resolvem minha dívida!
Melhor mesmo é talvez ficar calado
E viver do que pros olhos é alegria
Que mexer com a palavra é complicado
Dom dos mestres que manejam poesia...


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